Embora o Brasil não tenha registrado nenhum caso de infecção pelo novo coronavírus até o momento, as autoridades de saúde do país adotam postura preventiva durante a temporada de Carnaval. Segundo apurou a Agência Brasil, o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) intensificam o monitoramento em pontos estratégicos, particularmente nos navios de cruzeiro que atracam na costa brasileira.

O foco da vigilância se estende para além dos navios originários da China, onde o vírus foi identificado. A preocupação agora abrange também embarcações provenientes de sete outras nações que confirmaram casos de coronavírus: Japão, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Singapura, Vietnã, Tailândia e Camboja. A medida busca proteger tanto os passageiros e tripulantes quanto o pessoal portuário e o público em geral.

Os procedimentos recomendados pelos órgãos federais incluem uma série de práticas simples de higiene que devem ser adotadas por todos nas embarcações. Entre elas estão a frequente higienização das mãos com água e sabonete, o uso de álcool em gel a 70%, e o emprego de lenços descartáveis para a higiene nasal.

As orientações também enfatizam a importância de cobrir o nariz e a boca com lenço de papel ao espirrar ou tossir, descartando o material imediatamente após o uso. Além disso, recomenda-se evitar tocar olhos, nariz e boca sem que as mãos estejam limpas, bem como lavar as mãos logo após atos de tosse ou espirro.

Apesar da tranquilidade que a ausência de casos confirmados pode transmitir à população, as autoridades insistem que manter esses cuidados básicos de higiene é essencial não apenas durante o Carnaval, mas ao longo de todo o ano. A abordagem combina prevenção com informação, mantendo o país preparado contra possíveis ameaças sanitárias.