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Funarte relembra Heitor dos Prazeres, artista que encantou a Rainha Elizabeth com sua obra

Músico, compositor e pintor, nascido em 23 de setembro, é nome importante da cultura popular brasileira e da formação de grandes escolas de samba d...

23/09/2022 às 11h45
Por: Redação Fonte: Funarte
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Favela, 1965 - Heitor dos Prazeres - óleo sobre tela. Fonte: Itaú Cultural
Favela, 1965 - Heitor dos Prazeres - óleo sobre tela. Fonte: Itaú Cultural

A Fundação Nacional de Artes – Funarte relembra, nesta sexta-feira (23), o nascimento do músico, compositor e pintor carioca, Heitor dos Prazeres. Importante nome da cultura popular brasileira, participou da fundação de grandes escolas de samba do Rio de Janeiro, como Estácio, Portela e Mangueira. Descendente de negros baianos, retratava em suas pinturas as rodas de samba, as favelas, os rituais de candomblé, os bailes e as festas populares, a partir de cenas do cotidiano da população negra no subúrbio da cidade.

Firmou relações com compositores como Noel Rosa, Cartola e Paulo da Portela, além de ter feito parceria com vários sambistas. Em 1937, começou a se dedicar à pintura. Autodidata, sem formação acadêmica em artes visuais, é considerado um dos representantes da arte naïf no Brasil. Com traços que pareciam simples, fazia representações completa do corpo, sempre repleto de gestos que remetiam para um imaginário de som e dança. Unia as cores da África, com a alegria da música e do carnaval brasileiro.

Alcançou o terceiro lugar para artistas nacionais na 1ª Bienal Internacional de São Paulo, em 1951, com o quadro “Moenda”, e ganhou uma sala especial na 2ª Bienal Internacional de São Paulo (1953). Ao todo, foram seis exposições individuais, 19 coletivas e 40 póstumas, inclusive em Lisboa, em Portugal; Roma, na Itália; Paris, na França; e Londres, na Inglaterra.

Curiosidade – Rainha Elizabeth II

Em 1943, quando a Rainha Elizabeth II ainda era princesa, o quadro “Festa de São João” foi apresentado em uma exposição beneficente em Londres, em prol das vítimas da Segunda Guerra Mundial. Encantada, adquiriu a pintura e a fama de Heitor cresceu no exterior.

O elogio vindo da coroa britânica ajudou a alavancar sua carreira de pintor. No mesmo ano, foi convidado a expor individualmente no diretório acadêmico da Escola de Belas Artes, em Belo Horizonte (MG), passando, assim, a integrar o disputado circuito de exposições brasileiras.

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