Quarta, 18 de Maio de 2022
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Câmara abre prazo de indicações para o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós

Carlota Queirós foi a primeira brasileira a votar e ser eleita deputada federal Fica aberto até 10 de junho o prazo para a indicação de mulheres ...

10/05/2022 09h25
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Por: Redação Fonte: Agência Câmara de Notícias
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução

Fica aberto até 10 de junho o prazo para a indicação de mulheres para receber o Diploma Mulher-Cidadã Carlota Pereira de Queirós 2022. O prêmio é oferecido pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. As indicações podem ser realizadas por deputados federais da atual [[g legislatura]] mediante envio de documentação (nome da candidata, curriculum vitae e justificativa).

Instituído pela Resolução 3/03, o diploma visa homenagear mulheres cujos trabalhos ou ações tenham contribuído para o pleno exercício da cidadania, na defesa dos direitos da mulher e nas questões de gênero no Brasil.

A lista de indicadas será divulgada no dia 13 de junho, na página da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. No fim de junho, os membros da comissão, em reunião deliberativa, definirão a escolha das cinco mulheres agraciadas com o prêmio, com divulgação posterior na página do colegiado.

A sessão solene de entrega das medalhas está marcada para 7 de novembro, no Plenário Ulysses Guimarães, com transmissão ao vivo pelo canal da Câmara dos Deputados no YouTube.

Quem foi Carlota Pereira de Queirós
Carlota Pereira de Queirós (1892-1982) nasceu na cidade de São Paulo, filha de José Pereira de Queiroz e de Maria Vicentina de Azevedo Pereira de Queiroz. Médica, escritora, pedagoga e política, Carlota Pereira foi a primeira mulher brasileira a votar e ser eleita deputada federal na história do Brasil.

Formou-se em 1926, pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo; em 1950 fundou a Academia Brasileira de Mulheres Médicas.

Entrou na política em 1934, quando foi eleita pelo estado de São Paulo e participou dos trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, entre 1934 e 1935, fazendo com que a voz feminina fosse ouvida no Congresso Nacional.

O foco de seu mandato foi a defesa da mulher e das crianças, trabalhando por melhorias educacionais que contemplassem melhor tratamento para as mulheres e publicando uma série de trabalhos em defesa da mulher brasileira. Ocupou seu cargo até o golpe de 1937, quando Getúlio Vargas fechou o Congresso. 

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